Category Archives: Economia

ÍCONE NACIONAL, CALOI AGORA É CANADENSE

Empresa Dorel Industries anunciou acordo para comprar 70% da tradicional companhia brasileira de bicicletas, numa transação que irá transformar a fábrica do País em um de seus centros de produção no mundo; fundada em 1898, a Caloi emprega 900 funcionários e tem em Manaus a maior fábrica de bicicletas do mundo fora do sudeste da Ásia

SÃO PAULO, 22 Ago (Reuters) – A canadense Dorel Industries anunciou nesta quinta-feira acordo para comprar 70 por cento da tradicional empresa brasileira de bicicletas Caloi, numa transação que irá transformar a fábrica da companhia no país em um de seus centros de produção no mundo.

Segundo comunicado da Dorel à imprensa, a compra da participação majoritária foi fechada com base em um “múltiplo de um dígito alto sobre o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda)”. A empresa não divulgou valores precisos ou a forma como o pagamento pela participação será feito.

Fundada em 1898, a Caloi teve vendas de 273,5 milhões de reais em 2012, crescimento de 22 por cento sobre o ano anterior. A empresa estima ter participação de mais de 40 por cento no mercado brasileiro de bicicletas.

A Caloi emprega 900 funcionários e tem em Manaus a maior fábrica de bicicletas do mundo fora do sudeste da Ásia, com a produção de mais de 700 mil unidades por ano, segundo a Dorel.

Com a venda do controle, a unidade passará a produzir bicicletas de outras marcas da companhia canadense, como Cannondale, Schwinn, Mongoose e GT, acrescentou a Dorel. As bicicletas serão destinadas ao mercado doméstico e à exportação.

Representantes da Caloi não puderam ser contatados de imediato para comentar o assunto.

“Esta nova parceria com a Caloi posiciona a Dorel como uma das maiores companhias de bicicletas do mundo, bem como líder nas Américas”, disse o presidente-executivo da companhia canadense, Martin Schwartz, em comunicado.

“Apesar dos atuais desafios econômicos no país, acreditamos que o mercado consumidor é bom e está caminhando na direção certa. Vemos esta transação como uma sólida oportunidade”, completou Schwartz.

AMIL: DONO BILIONÁRIO, CLIENTE INSATISFEITO

Operadora de saúde fundada pelo empresário Edson Bueno está no topo da lista das dez que mais receberam reclamações do Procon de São Paulo no primeiro semestre; demora em conseguir autorização para cirurgias, exames laboratoriais e rejeição desses procedimentos são as principais queixas; enquanto isso, Bueno figura entre os brasileiros mais ricos da Forbes, com uma fortuna de US$ 2,2 bilhões

Marli Moreira
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – A demora em conseguir a autorização para cirurgias, exames laboratoriais e mesmo a rejeição desses procedimentos estão entre as principais queixas contra as empresas dos planos de saúde recebidas pelo Procon de São Paulo. É o que mostra o levantamento feito por esse órgão, vinculado à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo, nas dez empresas mais reclamadas.

Na lista, o Grupo Amil, formado pelos seguros-saúde da Amil, Amico, Dix e Medial, ocupa a primeira posição, seguida pela Qualicorp Administradora de Benefícios; Green Line; Unimed Paulistana; Sul América; Intermedica; Somel; Universal; Bradesco e Golden Cross.

De acordo com o Procon, entre todas as queixas protocoladas, no primeiro semestre, o setor foi o sexto no ranking. Os registros tiveram leve crescimento em comparação com igual período de 2012, passando de 6,1 mil para 6,5 mil.

As reclamações mais comuns em relação à cobertura assistencial são a demora em autorizar procedimentos; negativa total ou parcial de cobertura ou reembolso com base no Rol de Procedimentos editado pela Agência Nacional de Saúde (ANS), em cláusulas contratuais de exclusão ou em interpretações unilaterais como a alegação de doenças preeexistentes, cita a nota divulgada pelo Procon.

GLEISI CONDENA PESSIMISMO E NEGA DESEMPREGO NO PAÍS

“Nós temos 40.454.000 empregos. É o maior estoque de empregos dos últimos dez anos. Isso é importante falar, para que não prevaleça uma ideia muito pessimista de que nós estamos com uma situação de desemprego. Muito pelo contrário”, ressaltou a ministra da Casa Civil, ao comentar a queda no ritmo de criação de empregos, conforme o Ministério do Trabalho; segundo explicou Gleisi Hoffmann, “nós temos um crescimento menor das vagas de emprego em razão também do grande aumento de estoque de emprego que tivemos nos últimos anos”

Danilo Macedo
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, disse nesta quinta-feira 22 que a queda no ritmo de criação de empregos no país em julho, conforme dados divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), deve ser vista a partir da taxa de desemprego, uma das menores da história, e não com uma visão pessimista. Segundo ela, o país não enfrenta “uma situação de desemprego”.

De acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados pelo MTE, o saldo líquido da geração de empregos em julho passado foi o menor dos últimos dez anos, com a criação de 41,4 mil postos, enquanto a taxa de desemprego no mesmo mês, divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi 5,6%, com uma melhora em relação aos 6% registrados em junho.

“Eu gostaria de chamar a atenção de todos para o estoque de empregos que temos hoje no país. Nós temos 40.454.000 empregos. É o maior estoque de empregos dos últimos dez anos, quando começamos uma política ofensiva de empregabilidade. Portanto, qualquer número que saia sobre variável de geração de emprego deve ser observada a partir desse estoque”, disse a ministra após participar de reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), no Palácio do Planalto.

PARA CONTER DESVALORIZAÇÃO DO REAL, BC VENDERÁ DÓLARES

Banco Central fará ofertas diárias de swaps cambiais (venda de dólares no mercado futuro) no valor de US$ 500 milhões, até o fim do ano, para conter a valorização da moeda norte-americana, que ultrapassou a cotação de R$ 2,45 na véspera; instituição também vai fazer, uma vez por semana, leilões de venda direta de dólares das reservas, com compromisso de recompra futura; essas operações serão na faixa de US$ 1 bilhão

Stênio Ribeiro
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Banco Central (BC)anunciou, no início da noite desta quinta-feira (22), que pretende fazer ofertas diárias de swaps cambiais (venda de dólares no mercado futuro) no valor de US$ 500 milhões, até o fim do ano, para conter a valorização da moeda norte-americana, que ultrapassou a cotação de R$ 2,45 na véspera.

A instituição também vai fazer, uma vez por semana, leilões de venda direta de dólares das reservas, com compromisso de recompra futura. Essas operações serão na faixa de US$ 1 bilhão, informou a assessoria do Banco Central, que estima disponibilidade de US$ 60 bilhões para as operações até 31 de dezembro.

Os dois leilões de hoje, nos quais o BC ofereceu US$ 4 bilhões, já compõem a estratégia de usar parte dos US$ 373,5 bilhões das reservas internacionais para segurar o câmbio. O banco não informou quanto conseguiu colocar no mercado, mas a operação teve êxito, contendo a valorização do dólar, que fechou o dia cotado a R$ 2,432, com queda de 0,78%.

O BC dará continuidade a o processo amanhã (23), com mais uma atuação forte no mercado, e já comunicou às instituições financeiras credenciadas a operar com câmbio que fará um leilão, às 11h15, para venda de mais US$ 1 bilhão, com compromisso de recompra no dia 2 de janeiro de 2014.

Edição: Nádia Franco

INFLAÇÃO ZERO, INDÚSTRIA E GRÃOS ALIVIAM DILMA

Presidente ganha tempo para respirar; resultados recentes da economia reforçam argumentos contra pessimismo “artificial” apontado por ministro Guido Mantega; produção industrial cresceu em 14 de 18 regiões pesquisadas pelo IBGE; inflação de julho marcou 0,03%; safra de grãos quebra recorde histórico; vitória ontem no Congresso mostra que diálogo com a base avançou; mas as grandes apostas no caos continuam pesadas

O governo ganhou tempo para respirar. Mesmo pouco destacados pela mídia tradicional, três resultados oficiais da economia brasileira, combinados com um gesto de diálogo da presidente Dilma Rousseff, contribuíram para suavizar, ainda que momentaneamente, as pressões.

A taxa da inflação de julho, divulgada ontem, foi de praticamente zero: 0,03%. A produção industrial medida pelo IBGE registrou alta em 14 de 18 regiões pesquisadas, com resultados expressivos em Minas Gerais (2,8%), Bahia (2,5%) e Pernambuco (2,3%). A média nacional foi de 1,8%. No campo, enquanto isso, anuncia-se que a safra de grãos baterá novo recorde histórico, chegando a 186 milhões de toneladas.

Esses dados permitiram ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, deixar por instantes uma posição que vinha sendo defensiva para apontar os danos que podem causar uma grande torcida contra. Para ele, há uma onda “artificial” de pessimismo no Brasil.

O gesto de diálogo feito pela presidente Dilma na direção dos líderes da base aliada no Congresso igualmente deu resultado. Na noite de ontem, a Câmara aprovou o trabalho de médicos militares na rede do SUS. A presidente havia feito um apelo neste sentido, assim como se comprometeu a receber pessoalmente os políticos a cada quinze dias.

Nada indica, porém, que as apostas pesadas no ‘quanto pior, melhor’ continuem sendo disseminadas pela mídia tradiconal. Na edição desta quinta-feira 8, o jornal Valor Econômico destaca uma pesquisa com 114 líderes de empresas cuja conclusão é a de que o ambiente econômico é desfavorável para investimentos. Com menor destaque, porém, a publicação informa que a inflação de serviços caiu fortemente.

Com os tucanos paulistas cada vez mais enredados no escândalo de distribuição de propinas em torno do metrô denunciado pela multinacional Siemens, o partido do governo, por seu lado, encontrou um meio de sair das cordas. O PT já se articula para pedir uma CPI no Congresso, o que, no mínimo, pode causar constrangimento de média duração para os tucanos.

Prometendo não mais baixar medidas econômicas aos borbotões e mantendo a tranquilidade na relação com o Congresso, o governo Dilma poderá surpreender aos que esperavam um segundo semestre ainda mais convulsionado do que o primeiro.

Abaixo, notícia da Agência Brasil sobre a safra recorde de grãos:

Conab prevê safra recorde de grãos este ano, de 186 milhões de toneladas

Kelly Oliveira
Agência Brasil

Brasília – A safra nacional de grãos no período 2012/2013 deve chegar a 186,15 milhões de toneladas. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a estimativa de produção é recorde e apresenta crescimento de 12,1% em relação ao período anterior. Esse é o 11º levantamento da companhia, feito entre os dias 22 e 26 de julho.

INDÚSTRIA PEDE REVISÃO TRIBUTÁRIA A PERILLO

Em reunião com representantes da Fieg, governador diz que vai estudar o que é possível fazer para reduzir alíquotas, ampliar a base de arrecadação e a receita do Estado; segundo Perillo, empresários pediram criação de novos pólos industriais, agilidade na concessão de licenças ambientais, diminuição de impostos e alteração da alíquota do ICMS para os produtos que chegam ao Estado

O governador Marconi Perillo recebeu na quarta-feira (7) sindicatos e câmaras temáticas do setor industrial na Federação da Indústria do Estado de Goiás (Fieg). Durante mais de três horas na sede da Federação, na Vila Nova, em Goiânia, ele discutiu com 20 sindicatos medidas para o crescimento industrial do Estado e, principalmente, para dar competitividade a cada setor específico. Depois de receber as demandas, Marconi determinou providências, para análise ou encaminhamento aos secretários de governo.

Após as discussões, o governador concedeu coletiva à imprensa. Segundo ele e o presidente da Fieg, Pedro Alves, as discussões recorrentes estão relacionadas a pedidos de criação de novos pólos industriais, licenças ambientais, diminuição de impostos e alteração da alíquota do ICMS para os produtos que chegam ao Estado. “São demandas que tratam desde a questão tributária, passando por questões relacionadas ao meio ambiente, licenças e infraestrutura. Em alguns casos, o setor industrial pleiteia isonomia tributária ou ambiental com outros estados. No caso da infraestrutura, quase todos os comentários são de reconhecimento ao trabalho que tem sido feito de recuperação das estradas”, afirmou o governador.

Em relação ao ICMS, determinados setores ponderaram a necessidade de aumentar a alíquota para os produtos que chegam ao Estado, para não prejudicar a competitividade dos produtos goianos, e diminuir a dos produtos que são exportados. “É uma equação que precisa ser mensurada o tempo inteiro”, frisou Marconi. Ele anunciou que na próxima quarta-feira, o secretário da Fazenda, Simão Cirineu também passará a manhã reunido com os sindicatos para dar continuidade às discussões. “O que temos de fazer é estudar o que é possível fazer para reduzir a alíquota, ampliar a base de arrecadação e, com isso, conseguir ampliar a receita”, completou.

O governador lembrou que desde seus mandatos anteriores, tem criado políticas específicas para cada produto. Segundo lembrou, algumas desonerações foram decisivas para o fortalecimento da economia, como as do trigo, algodão, soja, leite e carne. Sobre o pedido de instalação de novos polos industriais, ele disse que o governo cedeu uma área para a criação de mais um em Goianira, e destacou o trabalho empreendido para a construção do segundo Distrito Agroindustrial de Aparecida de Goiânia (Daiag 2) – que  está em fase de implantação e deve receber 170 empresas novas –, e de melhoria das condições de trabalho do Distrito Agroindustrial de Anápolis (DAIA), cuja construção do anel viário deve ser iniciada dia 25 deste mês.

Governo de Goiás construirá 3.000 apartamentos em Luziânia

O Governo de Goiás, por meio da Agência Goiana da Habitação, construirá três mil apartamentos em Luziânia, com investimentos superiores a R$ 200 milhões, fruto de parceria com o Governo Federal e a prefeitura da cidade. O Cheque Mais Moradia será no valor de até R$ 20 mil por unidade. O recurso federal será pelo Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), de até R$ 57 mil por moradia, dependendo do valor do terreno.

“As obras terão início já nos próximos meses”, garante o presidente da Agehab, Marcos Abrão Roriz. Segundo ele, a Agência está presente em toda a região do Entorno do Distrito Federal, e em Luziânia em seus dois eixos de atuação, tanto com o programa Casa Legal (de entrega de escrituras) quanto com a construção, entrega e reformas de moradias populares.

Na área de Cheque Reforma 100 famílias vão receber o benefício durante o Governo Junto de Você, que acontece desta quinta-feira, dia 8, até domingo, dia 11, no município (na Rua Kisleu Dias Maciel, área especial Parque Estrela Dalva 2). O valor de investimento para reforma dos imóveis em condições precárias no município será de R$ 100 mil, com recursos do Tesouro Estadual.

OUTRAS OBRAS

Também no município, a Agehab já tem programado o início das obras de construção de mais de 700 casas no Jardim Ingá, que fica às margens da BR-040, também uma parceria do Governo Federal, do Governo de Goiás e da prefeitura de Luziânia. “Outras parcerias que temos com a prefeitura de Luziânia refere-se à construção de diversas praças que o Governo de Goiás irá executar por meio do Cheque Comunitário, cuja finalidade é levar uma melhor de qualidade de vida para a população dos bairros daquele município” explica o presidente.

CADASTRO HABITACIONAL

A Agehab finalizou nas duas últimas semanas o cadastro de 5.268 famílias de Luziânia que se enquadram no perfil de habitação de interesse social. O cadastramento, feito em parceria com a prefeitura, servirá de base para levantamento da demanda habitacional, requisito do Ministério das Cidades para liberação de recursos dos programas habitacionais. “Essa é uma oportunidade de atender à grande demanda habitacional do município, que reflete o que acontece em todo o Entorno de Brasília, onde está concentrada uma das maiores partes do déficit habitacional goiano”, enfatiza o presidente da Agehab, Marcos Abrão Roriz.

Atualmente, a Agehab está elaborando os Planos de Regularização Fundiária da Região de Desenvolvimento do Entorno (Ride) em oito municípios: Formosa, Planaltina, Águas Lindas de Goiás, Cidade Ocidental, Cristalina, Luziânia, Novo Gama e Santo Antônio do Descoberto. – See more at: http://www.emaisgoias.com.br/noticias/economia/2013/7/8/36848.jsf?Governo+de+Goias+construira+3.000+apartamentos+em+Luziania#sthash.oGK9e3wK.dpuf

BANCO PAN TEM LUCRO DE R$ 51,8 MI NO SEMESTRE

Instituição financeira controlada pela Caixa e pelo BTG Pactual, antigo Banco Panamericano, apresentou lucro líquido de R$ 12,7 milhões no segundo trimestre deste ano; resultado do primeiro semestre de 2012 havia sido negativo de R$ 259,6 milhões

 

Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Banco Pan, anteriormente chamado de PanAmericano, apresentou lucro líquido de R$ 51,8 milhões, no primeiro semestre deste ano, ante o resultado negativo de R$ 259,6 milhões no mesmo período de 2012.

No segundo trimestre deste ano, o Pan teve lucro de R$ 12,7 milhões, comparado com o resultado também positivo de R$ 39 milhões no trimestre anterior e ao prejuízo de R$ 262,5 milhões em igual período do ano passado.

De acordo com o balanço consolidado do banco, controlado pela Caixa e pelo BTG Pactual, um dos motivos que levaram à melhora nos resultados foi redução de despesa de provisão para créditos de liquidação duvidosa. Essa reserva de recursos para o caso de inadimplência ficou em R$ 533,1 milhões, no primeiro semestre de 2013, 31,8% menor do que os R$ 782,4 milhões no mesmo período do ano anterior.

O banco também informou que houve aumento da recuperação de crédito baixados contra a provisão para créditos de liquidação duvidosa. A receita de recuperação de créditos em atraso atingiu R$ 90,7 milhões no primeiro semestre de 2013, valor 58% maior que os R$ 57,4 milhões do mesmo período de 2012.

A carteira total de crédito era de R$ 14,764 bilhões ao final do segundo trimestre, 5,5% maior do que o resultado de março (R$ 14 bilhões) e 37,2% acima do registrado em junho do ano passado (R$ 10,8 bilhões).

De acordo com o banco, o financiamento de veículos permanece sendo o seu principal mercado de atuação. No primeiro semestre, foram concedidos R$ 3,088 bilhões em novos financiamentos de veículos, contra R$ 1,675 bilhão no mesmo semestre do ano passado.

O patrimônio líquido consolidado do Pan era R$ 2,523 bilhões em junho de 2013, comparado a R$ 2,509 bilhões em março de 2013 e a R$ 2,710 bilhões em igual mês de 2012.

Edição: José Romildo

INFLAÇÃO DESACELERA E VOLTA A FICAR DENTRO DA META

Avanço de 0,03% no IPCA em julho, após alta de 0,26% em junho, foi o menor em três anos; no acumulado de 12 meses, o IPCA avançou 6,27% no mês passado, voltando a ficar abaixo do teto da meta do governo

RIO DE JANEIRO, 7 Ago (Reuters) – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou variação positiva de 0,03 por cento em julho, após alta de 0,26 por cento em junho, menor taxa desde julho de 2010 (0,01 por cento), informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira.

No acumulado de 12 meses, o IPCA avançou 6,27 por cento no mês passado, mostrando queda ante os 6,70 por cento de junho e voltando a ficar abaixo do teto da meta do governo, com a menor variação desde janeiro deste ano (6,15 por cento).

Analistas ouvidos pela Reuters esperavam variação negativa de 0,02 por cento no mês passado, segundo a mediana de 18 projeções, que variaram de queda de 0,13 por cento a alta de 0,07 por cento.

Para o acumulado em 12 meses, a expectativa era de que o indicador subiria a 6,23 por cento, segundo a mediana de 14 estimativas, variando de 6,10 a 6,30 por cento.

(Por Rodrigo Viga Gaier e Felipe Pontes)

‘INFLAÇÃO ESTÁ COMPLETAMENTE SOB CONTROLE’

Presidente Dilma comentou, em entrevistas a veículos de Varginha e Belo Horizonte, em Minas, sobre a queda no preço da cesta básica e a desaceleração do IPCA em julho; “Eu estou muito tranquila para dizer, que, no que se refere à inflação, nós temos, de fato a garantia que esse compromisso do governo com a estabilidade está se mostrando na prática e na realidade”

Blog do Planalto – A presidenta Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira (7), durante entrevista para as rádios Vanguarda, de Varginha (MG), e Itatiaia, de Belo Horizonte, que a inflação está completamente sob controle. Dilma citou a redução do preço da cesta básica em 18 capitais no mês de julho e a desaceleração de 0,26% em junho para 0,03% em julho no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“A inflação, sob todos os aspectos, ela tem se demonstrado, progressivamente, não é esse um fenômeno desse mês, ela vem caindo mês a mês. Maio foi menor, junho foi menor, julho é 0,03%. Então, eu estou muito tranquila para dizer, que, no que se refere à inflação, nós temos, de fato a garantia que esse compromisso do governo com a estabilidade está se mostrando na prática e na realidade. A dona de casa que vai no supermercado hoje, ela percebe que a cesta básica reduziu. Isso foi medido em todo Brasil”, afirmou Dilma.

Segundo o IBGE, a queda no preço das passagens dos ônibus representaram o maior impacto no IPCA. As tarifas dos ônibus urbanos ficaram 3,32% mais baratas. Ainda de acordo com o instituto, o setor de transportes registrou deflação de 0,66%, a queda mais intensa desde junho de 2012. Na entrevista, Dilma citou ainda o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que apresentou deflação de 0,13% em julho. A presidenta também falou sobre a recuperação do Produto Interno Bruto (PIB), que já superou as expectativas no mês de junho e que deve ser impulsionada pelas concessões neste segundo semestre.

“Nós temos todos os indicadores de que o PIB vem tendo um desempenho melhor. Diziam que o PIB de junho ia ser muito um PIB muito pequeno. O que nós estamos verificando é que os indicadores de junho estão demonstrando que há uma recuperação do PIB. Além disso, alguns fatores também vão contribuir para isso. Nós teremos uma concentração imensa de processos de concessão nesse segundo semestre”, destacou.

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